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Split Payment na Reforma Tributária: o impacto que não está na alíquota

30 JUN 20262 min de leitura

Descubra por que o split payment pode pressionar o caixa das empresas e quais setores tendem a sentir mais os efeitos da Reforma Tributária.

O split payment vem sendo apresentado como um avanço em simplificação. 
Na prática, porém, pode se tornar uma das maiores pressões sobre o caixa das empresas nos próximos anos, especialmente para quem ainda não internalizou um ponto central da reforma: nem tudo gera crédito. 

Ao direcionar automaticamente parte dos pagamentos ao Fisco, o modelo elimina o chamado “float tributário” e reduz a liquidez imediata das empresas. À primeira vista, parece apenas uma mudança de fluxo. Mas o impacto real aparece quando essa dinâmica se cruza com a estrutura de custos de cada operação. 

Empresas com forte concentração em mão de obra enfrentam um desafio adicional. Como a folha não gera crédito, essas organizações continuam carregando uma base relevante de tributação sem possibilidade de recuperação – agora, porém, sem o alívio do caixa temporário. 

O resultado é direto: menor liquidez e, em muitos casos, aumento da carga efetiva. 

 

Onde o impacto aparece na prática 

No varejo, o efeito é imediato. Parte relevante das vendas deixa de ingressar no caixa, pressionando o capital de giro e comprimindo margens. 

No setor de serviços, o cenário tende a ser ainda mais sensível. Com baixa geração de créditos e alta dependência de mão de obra, a combinação entre aumento de carga e redução de caixa cria um ambiente de difícil absorção, e o repasse de preços nem sempre é viável. 

Já na indústria e no agronegócio, a dinâmica é distinta. Cadeias mais longas permitem maior aproveitamento de créditos, o que reduz distorções e ajuda a compensar parte do impacto financeiro. 

  

Impacto setorial 

tarifa

Mais do que tributário — um tema de caixa 

O split payment, isoladamente, pode parecer apenas uma evolução operacional. 

Mas, combinado com a lógica de créditos da reforma, ele muda o equilíbrio financeiro das empresas. 

A discussão deixa de ser apenas “quanto pagar” e passa a ser “como sustentar o caixa” em um novo modelo. 

Empresas que anteciparem esse movimento revisando estrutura de custos, contratos e estratégia financeira tendem a atravessar essa transição com mais controle. 

As demais podem sentir o impacto antes mesmo de entender sua origem. 

 

Sua empresa já avaliou esse efeito no fluxo de caixa? 

 

 

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